"O meu coração ferve com um nobre tema, enquanto recito os meus versos ao rei; a minha língua é a pena de um destro escritor". (Salmo 45:1)
sexta-feira, 13 de maio de 2011
(R)Evolução da Pele Negra (Poesia de Luiz de Jesus)
Muitos querem ser negro,
Mas ser negro não é opção
Ser negro é sentir na pele
O chicote da discriminação
...
A pele do negro, é um manto sagrado
Onde se lê, sua negra história
Apesar de trezentos anos de agravo
Essa pele nunca perdeu sua glória
...
Pelo negro não há quem apele
Quem irá reparar sua dor?
A pátria que ao negro repele
É feita da pele, que por ela um dia sangrou
...
Oh! Pátria ingrata, que tanto nos fere
Com tamanha ingratidão
O suor que o negro expele
Regou a semente, que te formou em nação
...
Quer saber o que é ser negro?
Senta e ouça, que o negro te explica;
Buscamos escola e emprego,
Porém, quem não é negro complica
...
Ser negro é diante da morte
Permanecer imortal
É ser lançado á própria sorte
É não ter direito igual
...
Ser negro é jamais, perder a esperança
Ser negro é viver, sua livre liberdade
É trazer no seu corpo uma dança
Coreografia da sua digna dignidade
...
Por nossa pele sofremos
Por nossa pele lutamos
O que nós negros queremos
São nossos direitos humanos
...
Há aquele que se auto-intitula
Doutor em negrologia
Que o nosso direito anula
Assim como uma mula,
Nada faz, a não ser demagogia
...
O futuro será diferente,
Distante de todo o passado
Não vão mais dominar minha mente,
Basta! Por hoje já chega!
Estão assustados?
Calma! É só a (r)evolução da pele negra
"Nos últimos 15 anos, a população negra economicamente ativa cresceu 58,3% e a renda média do negro subiu 29,3%. O Negro é protagonista do mercado emergente".
Guerreiro (Poesia de Luiz de Jesus)

Luta guerreiro
Pois a vitória já é sua
Não há navio negreiro
Mas a viagem continua
Rumo a terra prometida
Terra que sempre foi sua
Luta negro, negro luta!
Negro não se abate
O preconceito te insulta
Incitando-te ao combate
Nesta luta não há trégua
Cada dia é um novo desafio
Sê forte e não se entrega
Não deixe que roubem o teu brio
Oriundo da Mãe África
Negro da alma tatuada
Marcada de uma forma trágica
Pela força do corte da chibatada
Muitos guerreiros morreram lutando
Atrás da tão sonhada liberdade
O poeta relata chorando
Tenta esconder com seus versos a maldade
Luther King teve um sonho
E por ele morreu
Dormiu para esse mundo
E acordou nos braços de Deus
Luta guerreiro, luta negro!
Luta por tua digna dignidade
Luta por teu emprego
Por teu lugar na universidade
Lute pelas cotas
Ainda que façam chacotas
Mesmo que virem pra ti as costas
Lute por seus direitos
Em frente de peito aberto
Todo e qualquer preconceito
Guerreiro vá a luta
E dela não desistas jamais
Faça do amor sua arma
Da sua cor, a bandeira negra da paz!
Que na guerra das raças
Todo preconceito desfaz
Não permitas guerreiro
Que te lancem em neocativeiro
Hoje livre das correntes
Tentam aprisionar sua mente
Nesta luta de trevas que nunca termina
Que a chama da tua autoestima
Seja a luz que ilumina
O calabouço da discriminação
Guerreiro lute
Pois esta vida pra ti é um ringue
Sempre haverá quem te humilhe e te xingue
Pois este mundo pra ti é uma arena
Um filme onde o herói entra em cena
Onde o negro nasceu pra lutar
Vá em frente guerreiro
Dê um brado de vitória
Pois é somente lutando
Que iremos construir nossa história
Que o sistema há séculos busca apagar
De nossas negras memórias
É triste esta luta guerreiro
Pois há sangue derramado e almas feridas
Sonhos massacrados, esperanças perdidas
Mas... Mais nobre ainda guerreiro
É sentir esse amor no coração
Em saber que o nosso maior inimigo
É alvo do amor de Deus...
E também do nosso perdão
Salve guerreiro!
"Se o racismo é um sentimento preconceituoso, daquele que se julga superior, então deveria ser ele o discriminado, pois quem mais poderia ser visto em sua extrema inferioridade senão o portador de tal arrogância, entre os da mesma raça?".
Basta Ser Negro (Poesia de Luiz de Jesus)

Oh! Preconceito que tanto me fere
Nesse país tão racista
Que pela cor de uma pele
Mata o negro jornaleiro e o negro dentista
Não importa quem sou
Se engenheiro ou artista
Basta ser negro pra ser
Alvo certo de grupo racista
Discriminam minha religião
Sou roubado na minha cultura
Por alguém que se julga melhor
Por acreditar, ser uma raça mais pura
Pura ignorância
Pura estupidez
Puro preconceito
Sou humano, mas não tenho vez
Onde estão os meus direitos?
Peço a Deus que me proteja
E que me livre de todo esse mal
Mas há preconceito até na igreja
Que paraíso infernal
O que agora me resta fazer?
Matar para não morrer?
Basta ser negro
Para a resposta saber
Ah! Pátria que me trata com desdém
Que traz na sua história minha cor
Hoje me trata como um Zé Ninguém
Despreza e ignora minha dor
O que me resta fazer?
Anular minha identidade
Para garantir minha sorte?
Mas isto me faria um negro covarde
Antes prefiro enfrentar
A tão temida morte
A chibata da senzala
Hoje ainda se faz presente
Vejo cravejado de bala
Um corpo negro inocente
Sou um náufrago
Nesse mar de preconceito
Que me nega o direito
De ser negro cidadão
Se não carrego uma arma
Que diferença isso faz
Eles colocam uma em minhas mãos
De uma forma sagaz
Até quando vamos nós
Calar a nossa voz?
E no sepulcro do silêncio
Enterrar nossos irmãos?
Hoje o céu está chorando
A morte de mais um irmão
Não suporta mais ouvir o clamor
Nem o gemido da dor da oração
A terra embebida de sangue
Há séculos clama por divina justiça
Pois esta que aqui temos
É mais podre do que carniça
Perdoe-me irmandade
Pela força dos meus versos
Mas dói na alma, tamanha injustiça
Hoje no tribunal das letras
O poeta se faz réu confesso
Ao rimar toga da justiça
Com trapo de imundícia
A Justiça é cega, mas a injustiça todos nós podemos ver.
Dedico esta poesia aos familiares do dentista Flávio Santana assassinado por "policiais" quando levava a namorada ao aeroporto, aos familiares do Jornaleiro Jonas Eduardo assassinado na porta giratória do Banco Itaú, ao Técnico em Eletrônica Januário Alves, espancado no Carrefour, acusado de roubar seu próprio carro Ecosport, ao Márcio Antonio de Souza, espancado nas Lojas Americanas, acusado de roubar um ovo de páscoa e a todas as negras e negros que são "crucificados" pela cor da sua pele e sofrem o racismo implícito e explícito neste país chamado Brasil. Homens e mulheres que são anônimos para a justiça humana, mas com certeza conhecidos de Deus, no Supremo tribunal Divino, que naquele dia haverão de acertar as contas pelos seus atos cruéis e desumanos. Eu vejo um amanhã bem próximo, com meus filhos formados na escola pública, onde Cotas é coisa do passado. Vejo uma negrada linda sendo respeitada não por causa de um estatuto de igualdade racial, e sim, pelos valores que carregam dentro de si. Como diz meu amigo Paulo Saraiva, é importante termos utopias. Mas se isso for um sonho, me deixem dormir. Não quero acordar e cair num pesadelo e ver que nada mudou. Treze de maio é isso. Uma reflexão do que mudou e não mudou.Abraços negros fraternos
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Amordaçados (Poesia de Luiz de Jesus)

Da África para o Brasil
Numa viagem subumana
Nos porões dos navios
Fomos transportados, como animais da savana
Amarrados, amordaçados, torturados
De angústia e tristeza muitos de nós adoecemos
Como lixo ao mar, fomos atirados
Mas os oceanos não apagam, tudo aquilo que sofremos
Quando aqui chegamos, através da dança e do canto
Tentamos aplacar o sofrimento da senzala
Cantando nossa liberdade em todos os cantos
Mostrando que a voz do negro não se cala
E hoje na neoescravatura
Alguns acreditam que a nossa força é pouca
Ignorando nossa resistência e bravura
Os racistas tentam em vão, calar a nossa boca
Usam o congresso nacional
Na tentativa de nos amordaçar
Com o mito da democracia racial
Pensam que vão nos intimidar
E como um pássaro aprisionado
Assim somos nós...
Podem nos tirar a liberdade
Mas jamais calarão a nossa voz
Dedico essa poesia a todos militantes do movimento negro, que ousaram ir à cova dos leões, em busca da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, e que mesmo diante do rugido do leão, não se intimidaram, e sim, bradaram o canto da liberdade, que ecoa desde dos nossos antepassados.
Negro Soul (Poesia de Luiz de Jesus)

Sou negro, sou alma, sou vida
Sou fruto da semente germinada
Cultivada e regada
Com lágrimas sofridas
Sou negro, sou esperança, sou história
Sinônimo de raça
Expressão de graça
Símbolo de glória
Sou gen de uma raça
Que tentaram extinguir
Contra o vírus do racismo
Lutei e estou aqui
Sou negro, sou fato, sou um ser
Tenho alma, sou humano
Frustrei todos os planos
De tentar me dissolver
Não sou uma pele negra
Nem tão pouco uma cor
Sou negro, sou gente
Que ama e quer amor
Como negro que sou
Trago marcas do passado
Mas deixo marcas no presente
Me projeto pro futuro, me libertando das correntes
Há quem diga
Que o tronco, a senzala
Hoje é memorial
Navio negreiro, foi um transporte infernal
Sou um negro, no tronco da demagogia
Levando chibatadas de hipocrisia
Preso na senzala da indiferença
E transportado no navio da ofensa
Sou um negro, atrás da minha liberdade
Sou crioulo, sou um negro de verdade
Negro soul
"E se o lutar de hoje não apresentar luz a liberdade e a igualdade, pelo menos temos que deixar acesa aos nossos descendentes o iluminar da luta que Zumbi iniciou. Temos que ter consciência......e que ela não deve ser apenas Consciência Negra, mas sim ser uma Consciência Humana, Diária e Contínua.....Pois o ser humano não se faz pela cor da sua pele, e sim, através de um caráter irrepreensível construído sobre o forte fundamento da família e da educação".
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Escolhidos por Jesus, discriminados por cristãos

Camuflada em sermões, a discriminação tem criado um contingente cada vez maior de pessoas que se depara com uma realidade aquém da pregada nos púlpitos. Sob pseudos argumentos bíblicos ou preconceitos enraizados, líderes e membros criam a camada dos preteridos de Deus.
Entrevista na íntegra, concedia ao jornalista Felipe Pinheiro do Portal Guiame, que escreveu a matéria sobre Discriminação na igreja.
PG - Como você, sendo evangélico, recebeu a notícia de que o seu filho carregaria desde cedo algumas dificuldades com ele?
LJ - Na verdade quando o meu filho nasceu eu não conhecia o evangelho. Foi por esse motivo que cheguei à igreja. Pois eu era apenas um jovem de 21 anos que curtia a vida e quando me deparei com essa situação, fiquei totalmente sem chão. Estava radiante com a idéia de ser pai, e aí, de repente, no segundo dia em que fui visitar o meu filho, recebo a notícia que ele está na UTI com uma hemorragia intracraniana. Aquilo foi um choque! Embora ele tenha nascido de parto fórceps, tudo parecia estar muito bem. Ledo engano... Daquele dia em diante foram hidrocefalia, meningite, crises convulsivas, quatro cirurgias, duas válvulas de Hakin e três meses em coma. Conhecia Deus, somente de ouvir falar. Fui à igreja buscar a cura de Deus e encontrei o Deus da cura. Cura da alma, da amargura e da decepção... Não havia nenhuma esperança da medicina, porém lutava para crer contra a esperança. Lembro-me como se fosse hoje, no dia em que ele teve alta do hospital, era uma sexta-feira quando terminava uma campanha na igreja. E quando levei o meu filho no altar o pastor disse: “- Meus irmãos! Deus quando faz a obra, não faz pela metade, Ele a faz completa”. Naquele momento entrou uma dúvida no meu coração, que perdurou por alguns anos: - O que seria uma obra completa? Ao olhar o meu filho todo torto, sem sustentação na cabeça, sem movimento do lado esquerdo, não esboçando nenhuma expressão facial como choro, riso, não sabia se ele ouvia ou se enxergava, fortes crises convulsivas de dez em dez minutos, que um coquetel de medicamentos não controlava, confesso que tinha dificuldade tremenda para ver ali uma “obra completa”. Mas anos depois, entendi que ali era apenas uma moldura de um quadro, cuja obra Deus começara a pintar na minha vida.
PG - Mesmo entendendo que todos são iguais diante de Deus, você acredita que a Igreja Evangélica esteja preparada para lidar com pessoas especiais? Quais dificuldades você encontrou?
LJ - Eu acredito que a igreja evangélica não está preparada para trabalhar nem com os iguais, quem dirá com os diferentes. A igreja “peca” quando olha para uma criança especial e seus pais, como os discípulos olharam aquela criança cega de nascença Jô cap.8: “- Quem pecou Senhor, o pai ou a mãe?” Nós pais de crianças especiais, inevitavelmente no início da notícia de que teremos um filho especial, somos engolidos por um mar de sentimento de culpa. Procuramos desesperadamente um “por quê”, ora é o médico, ora somos nós e como não encontramos um “culpado”, vai Deus mesmo. Afinal de contas, tudo o que nos acontece de ruim, é culpa dEle. Comigo não foi diferente. Se eu ficasse ouvindo os profetas , as profecias e revelações que diziam pra eu tirar os medicamentos do meu filho, talvez hoje ele não teria a evolução que teve até aqui. Diziam que Deus iria fazer o milagre, mas eu tinha que ter fé e crer. Louvo à Deus pela minha “incredulidade”. Mas quem disse que eu não cria? Quem disse que eu não tinha fé? Aprendi que ter fé quando não há milagres, é a maior fé de todas. Com a minha pouca fé, eu cria que a AACD poderia ajudá-lo na sua coordenação motora, cria que a Laramara poderia ajudá-lo na sua visão, cria que o acompanhamento do neuropediatra e do neurocirurgião era fundamental para a sua recuperação. Cria que a administração do Tegretol, Gardenal, Rivotril, Urbanil, Depakene, etc, eram fundamentais para controlar suas crises. Quando Deus diz que o Seu povo erra por falta de conhecimento, acredito que é também sobre isso que Ele quer dizer. A igreja precisa ter um novo olhar sobre as crianças especiais. Precisa entender que a cura que elas precisam, chama-se amor e aceitação.
PG - Na sua opinião, quais são as conseqüências desse despreparo para o deficiente? E para os pais dele?
LJ - As conseqüências são as mais terríveis possíveis. Pois nossas crianças ficam “a espera de um milagre” que muitas vezes não acontece, e esse tempo de espera pode atrasar todo o seu potencial que poderia ser desenvolvido, sobre o cuidado de uma instituição com orientação de profissionais. E as conseqüências para nós pais é a frustração, ao percebemos que a cura prometida não veio, e o tempo que ficamos esperando, deixamos de amar nossos filhos e lutar por eles. Passamos questionar a Deus, a “cobrar” uma cura que Ele nunca prometeu. O primeiro passo do milagre é aceitarmos que nossos filhos são presentes de Deus. Quem precisa de cura somos nós, que temos dificuldade de lidar com as diferenças. Um dia num momento de oração enquanto questionava a Deus sobre a cura do meu filho, pude ouvir claramente Deus me dizer: “-Filho, você também tem suas deficiências. As vezes você não me ouve, não anda direito nos meus caminhos, tem suas crises de incredulidade e não enxerga a minha vontade. Mas nem por isso eu deixo de te amar.” Lembro que chorei muito. Percebi que estava sendo egoísta, exigindo uma cura, como se eu dependesse dela para amar o meu filho. Eu já o amava e depois daquele dia, o passei a amá-lo cada dia mais. A cura passou a ser secundária. Ainda que existam ótimas instituições preparadas para cuidar de nossos filhos especiais, nós pais temos que entender que sempre “carregaremos” a parte mais “pesada”.Nenhuma instituiçãosuprirá o amor que só os pais podem dar aos filhos.
PG - Em relação as escolas dominicais, você é a favor que os jovens especiais participem das mesmas classes que outros jovens sem deficiência ou que haja uma diferenciação no ensino?
LJ - Sou totalmente a favor. Acredito que a inclusão da criança especial na EBD, vai fazer com que as outras crianças aprendam desde cedo a conviver e a respeitar as diferença. Penso que o papel do professor é fundamental para fazer essa inclusão da maneira mais natural possível, por isso a capacitação é essencial. Talvez buscar uma orientação com uma instituição séria, ou as igrejas sugerirem uma especialização da APEC para os professores de EBD, enfim, não podemos fechar os olhos para essa realidade latente, mas ao mesmo tempo excludente. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 17 milhões de pessoas no Brasil, possuem algum tipo de deficiência, ou seja, 10% da população. Só não vê quem não quer. Onde estão essas crianças? Foi essa indagação que eu fiz na minha crônica intitulada “Excepcionalmente falando”, que juntamente com a imagem do meu filho, foi narrada na abertura do II Teleton para todo o Brasil. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Nela meu filho me questiona onde estão as outras crianças especiais, pois ele não as vê na praia, nas feiras livres, nas praças públicas, nos shoppings, só as vê nas instituições e nas consultas médicas. Ele pede para elas aparecerem, e finaliza dizendo, que elas são especiais demais para ficarem escondidas. Esse episódio me inspirou a escrever o livro “Deus é Excepcional”. Nele abordo temas como a inclusão da criança especial por meio de poesia, crônicas e contos. Entre eles “O Milagre dos pezinhos”; “O maravilhoso mundo dos downs”; “Eu existo”; “Esquecido pelos homens, lembrado por Deus”; “Quem nos escolhe como pais?” O material está pronto. Venho batalhando há alguns anos na intenção de publicar este projeto composto pôr uma consciência sócio-cultural inclusiva, por meio de uma linguagem poética. Sei que é muito raro se publicar um livro neste país onde as circunstâncias capitais falam mais alto, entretanto, batalho no sentido de alcançar este mero objetivo lançando este projeto futuramente.Estou à procura de uma editora que se interesse pelo assunto, pois todas as editoras evangélicas que enviei o material, me responderam que o assunto não faz parte da sua linha editorial. É uma pena que com tanto livro sobre prosperidade, não sobra nem um rascunho para falar sobre um tema que com certeza, irá enriquecer as almas de muitos pais. A igreja gasta fortunas na construção de mega-tempos e não investem nestas crianças. Basta olhar a falta de acessibilidade, como rampas, sinalizações em braile, linguagem de sinal, etc. A igreja precisa pregar o evangelhoo integral e isso inclui as crianças especiais.
http://guiame.com.br/v4/materia.asp?cod_pagina=1692&cod_noticia=32925
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