quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Pequeno grande homem (Poesia de Luiz de Jesus)


Homem de pequena estatura
Poderia chamar-se Zaqueu
Mas Deus lá das alturas
Escolhe Elias, para ser um servo Seu
Desde de menino
Gostava de ser pregador
E no grupo das ovelhinhas
Gostava de Louvar ao Senhor
O tempo foi passando
Elias foi crescendo
Não no tamanho...
Mas na graça e no conhecimento
Como todo adolescente
Elias teve seus embaraços
E de uma forma bem inocente
Não vigiou e caiu em um laço
Firmes nas promessas
Elias não conseguiu ficar
E o diabo com muita pressa
Convidou Elias para passear
Neste rolê infernal
Elias ficou encantado
Perdeu a noção do bem e do mal
E caiu nas garras do pecado
Bailes, drogas e bebidas
Elias era só alegria
O diabo cirandava sua vida
E o cercava de más companhias
Havia um plano no inferno
Para destruir o jovem Elias
Mas havia também um plano eterno
Que mudaria todos os teus dias
No inferno, tudo já estava preparado
Para receber a sua alma
O plano já estava traçado
Era só uma questão de calma
Local: Artur Nogueira
Cidade do interior
Elias andando na cegueira
Caminhava rumo a encruzilhada da dor
Elias é levado ao matadouro
Onde é baleado sem dó
Ao som de vários estouros
Elias vai voltando ao pó
Sua vida passa como num flash
A voz do inferno lhe chama
O seu corpo ainda se mexe
Elias nessa hora a Deus ele clama
Deus estende o Teu braço forte
E resgata pra Si o Teu escolhido
A Tua misericórdia frusta a morte
Deus tem promessas para o Teu ungido
Assim Diz o Senhor para ti Elias:
-Onze tiros te deram
Fui Eu o Teu escudo
Na angústia clamastes a mim
Eu Sou o Deus que sempre te ajudo
Eu quebro o vaso
E faço de novo pra poder usar
Sou Eu que te chamo
Meu nome é Deus Jeová
Muitas pedras te atiraram
Mas elas feriram a mim
Onde estão os que te acusaram?
Muitos não estão mais aqui
Eu te levantei
Me lembrei das tuas vigílias
Eu te restaurei
E também a sua família
Te plantei em uma terra
De um solo diferente
Seu opróbrio aqui se encerra
Para que o meu povo, você alimente
Olha vaso...
O que hoje Eu faço na tua vida
É apenas uma pequena nuvem
Comparada com a chuva de bençãos
Que estou prestes a derramar
Ande na minha presença
Não na frente e nem atrás
Sou Eu contigo Elias
Não temas! Te deixo a minha Paz!

Um homem chamado Elias
Essa poesia foi uma homenagem que eu fiz no dia do seu aniversário no ano de 2007. Sei que ela alegrou muito o coração dele naquele dia. Então deixo ela aqui nesse blog, para sempre lembrar da memória de um homem de Deus, que teve uma trajetória que marcou muitas vidas, entre todas, a minha. Infelizmente como homens somos limitados, mas mesmo na minha limitação, espero que de alguma forma, eu possa se não aliviado, pelo menos amenizado a sua dor, seja por palavra, por obra ou oração. Que o Deus de toda consolação, console toda a família. Paz!

Ressurreição (Luiz de Jesus)


Tudo parecia ter acabado,
A esperança de Israel, havia morrido
O Salvador foi sepultado
Enterrado foi o sonho dos remidos
Maria tenta dormir, mas o sono não vem
Lágrimas molham o seu rosto, seu choro ecoa por Jerusalém
Nele esperavam os seus pais,
Abraão, Isaque e Jacó
O Desejado das nações, agora também se tornaria pó
Quantas dúvidas pairam, no coração de Maria
Ao lembrar das profecias, de Daniel, Miquéias e Isaías
Aquele que a libertou, do poder de sete demônios
Agora estava morto, e também mortos estavam os seus sonhos
Já é madrugada de domingo, Maria sem sono se levanta
Caminha rumo ao sepulcro, de repente algo a espanta
A pedra do sepulcro, havia sido revolvida
Seu Senhor não estava lá, para a sua última despedida
Maria corre e avisa Simão Pedro, e o discípulo a quem Jesus amava Dizendo:
-Tiraram do sepulcro o Senhor, e de tristeza ela chorava
Os discípulos correram e conferiram, o relato de Maria
No sepulcro só lençóis, mas corpo não havia
Os discípulos cheios de tristeza, para casa voltavam
Vendo que estava tudo acabado, e nada mais lhes restavam
Mas Maria à porta do sepulcro, ali ficou em pranto
E de repente ao olhar para dentro, viu dois anjos vestidos de branco
E os anjos então lhe perguntaram: "Mulher, por que choras?"
Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor, e não achei até agora!"
E os anjos lhe dão um novo motivo, para enfim o seu choro cessar
Em coro indagam Maria: "Por que buscais entre os mortos, Aquele que Vivo está?"

Paixão de Cristo (Luiz de Jesus)


Oh, Cristo amado!
Quanto sofrimento, quanta dor
Suportastes as afrontas calado
Através do Seu mui infinito amor
Oh, Cristo amado!
Este mundo não era digno
De tão imensurável amor
Mundo que rejeita a Paz
Que promove a guerra, o ódio e o rancor
Chicotadas, cusparadas
Escárnios e zombarias
Assim te trataram, oh, meu Cristo!
Quem tal preço pagaria?
Fostes traído, abandonado
Por quem comia Contigo
Mas demonstraste o dom do perdão
Chamando o traidor de amigo
Oh, Cristo amado!
Que amor sublime é esse?
Me ensina a amar assim
Amar sem interesse
Amar quem não gosta de mim
Coroado fostes, pela vil coroa de espinhos
Levando nos ombros, a rude e pesada cruz
Por um longo e doloroso caminho
Cruz que era minha,
Cujo peso se fazia dos meus pecados
Mas suportastes tudo por mim
Fostes ferido, Seu sangue por mim foi derramado
Oh, Cristo amado!
Há quem se revolta, pelo Seu sofrimento
Fica a procura de um culpado
Pelo Seu injusto julgamento
Há quem diga serem os Romanos
Outros afirmam serem os Judeus
Mas que ledo engano
Quem O crucificou fui eu
Sim, humanidade!
Eu crucifiquei o Cristo!!!
Através dos meus muitos pecados
Mas graças ao Seu sofrimento,
Hoje sou inocente e não mais culpado
Foi por mim, que ele suportou a rude cruz
Para derramar nas minhas trevas
Sua gloriosa e divina luz
Obrigado, meu Cristo!
Por tão grande amor
Sou apaixonado por Ti
Pois Tua Paixão, na cruz me conquistou
Quero servir-te, Oh, Cristo amado!
Por todos os meus dias
Como servo deste eterno e sublime amor
Amor que eu sei que não o mereço
Mesmo sendo pela Graça, não foi de graça
Pois na cruz, pagastes um alto preço
Oh, Cristo amado!
Te agradeço por tão grande redenção
Faço desta poesia, um salmo de louvor
Que traz versos, permeados de amor
Que reflete por Ti, a minha gratidão

Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. (Romanos 5:8)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Espelho (Luiz de Jesus)


Encontrei-me com alguém
Que me aceita como eu sou
Me ama, me entende
Sabendo o que se passa, no meu interior

Não me julga na aparência
Não me olha com cobranças
É humano como eu
De me amar, nunca se cansa

Conhece as minhas falhas
E também minhas virtudes
Os meus erros ele perdoa
Com sincera atitude

Quando eu estou pra baixo
Ele me traz pra cima
Nos momentos mais difíceis
Me eleva a autoestima

Quando eu choro, ele chora
Se estou feliz, ele sorri
Um amigo companheiro
Minha razão de prosseguir

Quantas vezes já pensei
Da vida desistir
Abandonar meus sonhos
Meu castelo destruir

Mas você me deu forças
Você me deu coragem
Desembaçou minha visão
Resgatou a minha imagem

Hoje contigo eu aprendi
E sigo o seu conselho
Para ser amado e ser aceito
Se começa,... olhando no espelho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Yes, We Can

Yes, We Can

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Mas há também quem diga nem todas, Só as de verão...Mas no fundo isso não tem muita importância. O que interessa mesmo não são as noites em si, São os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre. Em todos os lugares, Em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado. Shakespeare

Trabalho feito para a EMPIRE.

Texto: Luiz de Jesus
Filmagem e Edição: Isaque Alves
Narração: Diomar
Participação especial: Cássia de Jesus, Valdir Almeida, Daniel Fogos e Déborah Nascimento.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A Cobertura (Luiz de Jesus)


Oh! Meu Deus!
Como entender Teus propósitos?
Quem alcançará Teus pensamentos?
Mesmo assim, guardarei o meu depósito
Pois em Ti, sempre haverá livramento

Se mil vidas eu tivesse, para os deleites meus
Se não fosse em Tua presença, seria mera vaidade
Optaria em perdê-las, na Casa do meu Deus
Do que vivê-las, na tendas da perversidade

Nosso templo não é de concreto,
Nossa estrutura não é de metal
Nossa fé está debaixo de um teto
Onde a cobertura é espiritual

Vidas que renasceram
Os escombros não podem matar
Histórias que foram escritas na glória
Viveram tempos de honra e vitória
Hoje voltaram pro lar

Nada pode abalar, a igreja apostólica
Onde o firme fundamento é Cristo
Não tememos notícia diabólica
Pois vivemos a Verdade, que é Jesus Cristo

Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos” (Salmos 116:16)

Dedico essa poesia a todos os irmão em Cristo, amigos e familiares das vítimas, do episódio ocorrido na sede da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, no dia 18 de Janeiro de 2009.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ausência (Crônica de Luiz de Jesus)


Papai....Hoje é comemorado o seu dia; “Dia dos Pais”. Estou sentindo muito a sua falta, pois o tempo vai passando e eu passo o tempo a te esperar. Há uma pergunta que me acompanha ao longo da minha infância...Onde estás papai? Lembro-me que ainda dentro da barriga da mamãe, quando ouvia a tua voz, queria logo sair e estar em teus braços. Pois as suas promessas de me levar para jogar bola com você, me chamavam para a vida. Em determinado momento, percebi que você não falou mais comigo, a sua voz sumiu. Até a mamãe parou de cantar para mim. Fiquei triste dentro daquela bolsa que me aquecia, mas não eram tão quentes quanto as suas palavras de carinho. Quando eu nasci, vi o lindo sorriso estampado no rosto da mamãe. Conheci aquela que sempre conversava comigo. Mamãe olhava para mim, ria e chorava. Como mamãe estava linda! Mas a enfermeira me levou para o berçário, antes de eu ver você papai. Não dormi aquela noite, fiquei de vigília a te esperar. Muitas pessoas foram me ver, mas nenhuma delas era você, pois eu conhecia a sua voz. Perguntava a mim mesmo; cadê aquela voz? Voz que me chamava de tesouro, de campeão. Voz que fazia tantos planos para nos divertirmos. Cadê você papai? Muito tempo se passou, e hoje quando eu pergunto a mamãe onde está você, ela me diz que você vai aparecer, isso já é bom, pois isso me faz saber que realmente você existe. Sabe como eu te imagino papai? Como um Super-herói! Um herói que está lutando contra grandes vilões, e depois de derrotá-los, virá me ver e me levar para passear. Sei que você papai, irá conseguir derrotar o vilão chamado orgulho, apesar dele ser um forte adversário. Mas depois de vencê-lo, deverá também vencer uma outra adversária...A culpa. Pois ela conhece o seu ponto fraco, que é a sua consciência. Papai... usa os seus superpoderes, para apagar as cicatrizes que a sua ausência deixou em mim! Ouço constantemente a mamãe falar em divórcio. Não sei o que é, mas desconfio que seja uma arma com um enorme poder de destruição, pois ela destruiu a alegria e a saúde da mamãe e nunca mais fomos uma família. Volta papai! Vem me ver, preciso te conhecer. Sabe papai, tenho um amiguinho na escola que diz que seu pai foi morar no céu. Se no céu tem pai, será que não teria um para mim? Pai, a minha imaginação já não consegue mais, ignorar sua ausência. Acho que o meu herói morreu e junto matou a minha esperança. O meu sonho de criança de um dia te conhecer, se tornou em um pesadelo sem fim. A mamãe insiste em criar estórias, aonde você continua como um herói. Mas hoje, depois de todos estes anos, fiz a triste descoberta...O meu herói morreu. A arma do divórcio matou meu herói, por não ter usado o escudo do amor.


“Mais triste e dolorido do que perder um pai, É aquele que não tem um pai para perder, Onde a dor da ausência, daquele cuja falta, o tempo Não pode preencher”. Luiz de Jesus®


“Pode uma mãe, abandonar o seu filho que ainda amamenta, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei”. Ass: Deus, o Pai Eterno. Isaias 49:15-16